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VENCEDORES - Concurso MAIO POESIA

Todos estão de parabéns.
De acordo com a votação, comentários e apreciação do júri, valeu a pena lançar este concurso.

Com ele não só inaugurámos o blogue, como criámos uma plataforma de apoio à difusão da informação e interacção com o utilizador.

Vencedores? Todos ganhámos... porém a escolha recaiu nos seguintes trabalhos:

  • O Rio, sob o pseudónimo de Rosa Brava, 4º ano (Rita Oliveira, EB1 da Tocha, 4ºH)
  • A Música, sob o pseudónimo de Pablo Romero, 7º ano (João Pedro Teixeira, 7ºA)
  • Poema Colectivo, sob o pseudónimo de Pedro Abrunhosa, 9º ano (Turma da Turma 9ºD - CEF de Jardinagem)
Votos de boas leituras, grandes escritas e úmas férias a valer!
Por mais que tenha para dizer,
Por mais que tenha para gritar
Por mais pessoas pedindo que as ouvíssemos
Rogando-lhes que as escutássemos
Os meus sonhos perduram, ninguém os detém.
Fossem as cores reflexo,
Os sonhos suspiros
E os textos palavras vãs
Fosse o mundo uma pequena imensidão
Carregada de amor, paz e ternura...
Fosse a realidade, crua, dura e amarga
Meros pesadelos que logo acabarão...
Eis que acordo e me deparo
Com esta tela da vida, de uma maneira decadente.
Vou ao encontro de uma árvore chamada vida,
Que cresce mais do que a alma pode esperar
Ou a mente pode esconder...
Mas vagueio
E vagueio sem encontrar uma resposta
Aos enigmas que me perseguem...


Silva, 9º ano

A vida

A vida é como um jogo,
Se nunca arriscares
Nunca saberás
Se ganhas ou se perdes

A vida, durante a noite
É suave
A vida, durante o dia
É escura
Há que ultrapassar
Os problemas
Lutar por aquilo
Que queremos

Se não lutares
Nunca teremos nada

A vida é como a tristeza
Porque se não
Formos sinceros
Nunca seremos
Amados
Por ninguém

Gil, 8º ano
Não quero ficar triste
Quero acreditar e sonhar
Porque sei que a Felicidade
Faz min’alma transbordar
No amanhecer de cada dia
Quando eu abrir a janela
Quero escutar o canto
Do rouxinol a me encantar
Sorrir, correr e brincar
Dizer não para a solidão
E ao amor me entregar
Viver e querer intensamente
Momentos de intensa paixão
Quero dançar ao som
De uma bela melodia
E ter a luz do luar
Fazendo-nos companhia
E com você eu quero amar.


Lobo Mau, 8ºano

Os meus amigos

A minha vida é um sofrimento,
Porque a pessoa,
Que eu mais amo,
Não consigo tirar do pensamento

Os meus amigos me vão tirar,
Mas no meu coração sempre vão ficar,
Mas mesmo assim,
Eu não sei se vou aguentar

Na minha vida,
Nada faz sentido,
Se eu não te puder,
Ter aqui comigo

Olhei para o mar,
E comecei a pensar,
Como irei eu aguentar,
Se o meu amor me vão tirar

O meu maior medo,
É ir-me deitar,
E no outro dia acordar,
E não te ter a meu lado,
Para te poder abraçar


Catarina, 9º A

A minha vida

Na vida há erros que cometemos,
verdades que desconhecemos.
Entre os erros e as verdades, amar-te…
É talvez o meu único erro
a minha única verdade.

Se me perguntasses se eu gostava mais
de ti ou da minha vida eu diria que era
da minha vida e tu irias embora sem
saber que…A minha vida és tu!


Flor e Anjo Dourado, 4º ano

O jardim

Num jardim perdido
sem me conseguir libertar…
Sei que alguém me há-de vir tirar
deste fim de mundo…
Fim de mundo gigante.

Chamei, gritei, mas ninguém ouviu
até que apareceu uma pessoa,
perguntei-lhe o seu nome,
mas não respondeu…
Voltei a perguntar, mas nem sinal
desapareceu num segundo…

Voltou a aparecer, por trás de mim
e respondeu…
Chamava-se Anjo, e voltou a desaparecer
e nunca mais a vi…
Onde está aquele Anjo de Paz?


As Orquídeas, 4º ano

Estrela cintilante

Ó Estrela, estrelinha
que brilhas lá no céu
estrelinha brilhante
embalada num véu

De dia posso não te ver
mas sinto-te no coração
és pequenina no tamanho
mas crias grande emoção

O teu véu de alegria
cintila de magia
o teu brilho sem igual
para mim és especial

De noite ao luar
iluminas a noite
com o teu brilho de encantar
não pares de brilhar


Gémeas, 4º ano

Poluições

Azuis são os mares que dão os mares
As marés que dão marés altas
Que dão inundações que dão destruições,
Destruições que dão caixões,
Caixões consequência das poluições,
Formadas pelas populações.
Cinzentos são os ventos fortes,
Que dão em furacões
Que dão em destruições
Devidas as poluições,
Devidas as populações que não tem travões
Nas suas funções.


O Pescador, 8ºano
Faz-me um bolo,
Não tenho ovos,
Manda o rapaz ir buscá-lo,
O rapaz está manco,
Quem o mancou?
Foram as pedras.
Onde estão as pedras?
Estão na água.
Que é da água?
Beberam-na as vacas.
Que é das vacas?
Estão a comer erva.
Que é da erva?
Foi para as cabras.
Que é das cabras?
Estão com as galinhas.
Que é das galinhas?
Estão a pôr ovos.
Que é dos ovos?
Fritei-os eu.
Porque?
Porque não sabia que era para o bolo.


The elements, 8º ano

A liberdade

Sou dourada e amada,
ando de alma em alma,
dou o sonhar do mar, do ar
e do agrada.

Dou alegria, cantoria
e gosto à vida.
não consigo viver
sem um organismo,
um mito um suspiro,
dou o encanto
ao choro, dou o observar
ao olhar.

Solto o paladar, o olhar,
o falar, o cheirar, o tocar e o cantar.
Solto o acreditar, o voar de um melro
e o som de um tramelgo.

Mas a característica
que tenho de mais importante
é a alegria de cada dia.


Áttila Gladiador, 8º ano

Onde estás?

Tu de repente desapareceste
Ainda ontem estavas aqui
Hoje não sei de ti.
Sinto um imenso vazio
por não estares cá
Não sei o que fazer
para mim mais nada
faz sentido.
Apetece-me gritar
para tirar esta tristeza
dentro de mim.
Apetece-me correr
até te encontrar
porque sei que tu
deves estar por ai.
Será que um dia
Te vou voltar a encontrar?

O sentimento de tristeza
Não sai dentro de mim
Porque sei que nunca mais
te vou ter aqui, a meu lado.
Porquê a ti e não a outra pessoa
tu não merecias.
Sinto uma revolta,
porque sei que não posso fazer nada.
Quero pensar que isto é um pesadelo
e que amanhã vou acordar
e tu já aqui vais estar
Mas o problema é que eu sei que isso é mentira
e que nunca mais te vou ver.

Pequena Deusa, 7º ano

Letra R

R de rosa
R de rato
R de tão raro
R de roer
R de cor-de-rosa
R de rei
R de rolha
R de Raquel Roça
R de rola ruiva
R de Ruca da Rússia
R de rabanada
R de rã radical
R de rapaz da rádio
R de rico
R de robot
R de ritmo
R de racional
R de raposa
R de rapariga
R de ter razão
R de real
R de recear
R de recordar
R de refrescar
R de regular
R de representar
R de réptil
R de rima
R de rio
R de romã
R de rubi
R de roleta
R de rouxinol


Nokas, 7º ano

Poema Colectivo

Hoje é segunda-feira
Segunda-feira é dia de aulas
As aulas são grandes
Grandes são os jardins
Jardins têm flores lindas.

O tempo está bonito
Bonito é o sol do dia
Dia de calor
Calor de verão
No verão vou à praia
A praia tem turistas
Turistas são curiosos
Curiosos somos nós.

Jardins bonitos,
Arvores grandes,
Rosas e roseiras,
Dálias perfumadas
Inteiramente apresentáveis
Neste momento
Aqui e agora
Gostamos de trabalhar
Estamos cansados
Mas orgulhosos.

É urgente saber amar
É urgente arranjar jardins
É urgente ter vontade de trabalhar
É urgente zelar pela natureza
É urgente regar as flores
É urgente podar as flores
É urgente não fazer lixo e reciclar
É urgente viver.


Pedro Abrunhosa, 9º ano

A Música

De madeira polida
E aplicações em ouro.
A bela guitarra

De cravos redondos
E cordas gastas.
A bela guitarra

De barriga aberta
E com forma de oito.
A bela guitarra

De braço firme
E trastes de aço.
A bela guitarra

De som límpido
E melodia suave.
A bela guitarra

Guitarra, a guitarra.
É a beleza em si!


Pablo Romero, 7º ano

O Rio

Rio,
Que molha a vida,
Corre frio,
Não é sombrio…

Não é sombrio,
Não é triste,
Corre como um fio,
Como um fio que resiste…

Resiste esse fio,
Resiste à maldade e à tristeza,
Tem coração cheio, não vazio,
Pertence à tua natureza…


Rosa Brava, 4º ano

Terra

Cortam,
Queimam,
Constroem…
A casa de todos nós
Está a desabar.
Cai uma lágrima…
E mais uma
Até crescer o mar.
O mundo definha,
Abalado pelo nosso descuido.
Já se preocupam
Os que sentem tamanho horror,
Os que partilham esta dor
De um mundo corroído
Que está a precisar de amor.


Sophia, 7º ano

Christophe

Na tua morte há tristeza,
A saudade faz revolta,
Não há mais para fazer,
Porque, tu não vais conseguir dizer,
Que a minha frustração,
Não tem de existir,
Pois não vou conseguir,
Superar esta carência,
Que eu estou a sentir;

O teu nome tão estranho é,
Como a tua morte esquisita,
A falta que tu vais fazer,
Neste ciclo de continuidade,
Que sem ti não tem sentido,
As tuas brincadeiras palermas,
Que nunca mais vou ver,
Vou sentir falta de tanto querer;

Como uma folha,
Foste levado pelo vento,
Sais-te da minha vida sem te despedires,
De forma triste e horrível,
Este sentimento terrível,
Que faz sentir saudade,
De alguém feliz e contente,
Que com a sua morte, os outros fez sofrer,
Mas, eu continuo a sobreviver,
Sem saber o que fazer…

A achar que tudo isto é um sonho,
Que em breve vai acabar,
E que eu vou acordar,
E a meu lado te encontrar,
Para te poder abraçar,
Pela última vez,
E deixar-te voar,
Para onde quiseres ir,
E pergunto? …
Se não me levas contigo,
Para eu esvoaçar,
No imenso azul do céu,
Onde sei que te escondes de mim,
E, eu te posso encontrar,
Sempre que para aí olhar.


Allambra, 7º ano

Na minha vida…

Na minha vida
Tudo é importante
Mas como estás presente nela
Ficou mais interessante
Ficou mais interessante
Mais feliz eu fiquei
Digo-te em pequenas palavras
Para sempre te amarei

Por ti…
Por ti eu espero
Por ti faço tudo
É a ti que quero
Por ti vou até ao fim do mundo
Por ti vou até ao fim do mundo
Para um dia me poderes amar
Sabes que sim, eu faço tudo
Porque a ti te quero beijar

Quando nos vêem felizes
Fazem tudo para nos separar
Mas isso não é possível
Porque o nosso amor alcança o mar

Quando chegas perto de mim
Tudo se enche de cor
Quero-te sempre aqui
Para te dar todo o meu amor

Neste mundo só me resta uma pessoa
De certo modo, é a pessoa que eu amo
De certeza não me largaria
Porque ela é a única que tenho


Pérola Negra, 9º ano
És tu que foges?
Sou eu que te fujo?
Não o sei
Sim o que sei, é que não luto!

Farta de lutas, assim estou
Mas faço-o por ti.
Numa dor, que mais parece um calor,
Num calor, que transparece um frio!

Para mim,
Bastava estar a teu lado para ser feliz,
Mas não posso ter essa sorte.
Destino o meu para tal limito-me a crer!

Enfim aqui estou,
Para todo o sempre?
Não certamente,
Mas para ti, estou eternamente!


Pikinha, 8ºano