Dignidade Humana

Resplandecência humana…
Que entra pela janela,
Espreita pela persiana
E vê a caravela.

Caravela que se afunda
Nas profundezas do oceano,
Tristeza que se junta
A um gesto soberano…

Navegadores de alto mar,
Unem esforços e coragem
Para a sua alma salvar
Para o seu objectivo alcançar,
Para a margem
Encontrar…

Afundam-se nas águas turvas…
Num abismo embebido,
No líquido sofrido
Das almas tresmalhadas
Nas ondas curvas…


Madalena, 8º ano

A água

A água vem vaidosa rio abaixo
Entre encostas verdejantes
Serve de espelho ao sol para nos encadear
De vagar e a correr ondulada
Aos saltos com alegria a transbordar
À fauna se dá a beber
Com orgulho e ternura como que esquecida
Que ela própria é a vida
Consciente de o rio deixar
Mais atrevida e em flor por no areal rebentar


Mister Costãosão, 8º ano

O Mar

O mar enrola na areiaAreia branca como a neve
Neve que cai silenciosamente naquela montanha
Montanha alta que desce a colina
Colina verde que o rio vai descendo
Descendo sem parar e vai direitinho ao mar.
Mar salgado de sua cor prateado
Prateado como o céu estrelado
Estrelado como uma noite de luar
Luar, encantado com lobos a uivar

Nanny, 8º ano

Palavra puxa palavra

O cão ladrou.
Ladrou bem alto.
Alto é o vizinho.
Vizinho do lado.
Lado esquerdo da rua.
Rua estreita.
Estreita como a nascente.
Nascente do rio.
Rio frio.
Frio como o gelo.
Gelo gelado.
Gelado de manga.
Manga de casaco.
Casaco de malha.
Malha a espiga.
Espiga de trigo.
Trigo duro.
Duro como um pêro.
Pêro Pinheiro.
Pinheiro de Natal.
Natal é em Dezembro.
Dezembro é Inverno.
Inverno é uma estação.
Estação do comboio.
Comboio a vapor.
Vapor de água.
Água é vida.

Avó Prudência, 8º ano

A Vânia...

A Vânia vadiando viu
Vários violoncelos que
Vagarosamente de viravam.

Alexandre o Grande, 8º ano