Poema Colectivo

Hoje é segunda-feira
Segunda-feira é dia de aulas
As aulas são grandes
Grandes são os jardins
Jardins têm flores lindas.

O tempo está bonito
Bonito é o sol do dia
Dia de calor
Calor de verão
No verão vou à praia
A praia tem turistas
Turistas são curiosos
Curiosos somos nós.

Jardins bonitos,
Arvores grandes,
Rosas e roseiras,
Dálias perfumadas
Inteiramente apresentáveis
Neste momento
Aqui e agora
Gostamos de trabalhar
Estamos cansados
Mas orgulhosos.

É urgente saber amar
É urgente arranjar jardins
É urgente ter vontade de trabalhar
É urgente zelar pela natureza
É urgente regar as flores
É urgente podar as flores
É urgente não fazer lixo e reciclar
É urgente viver.


Pedro Abrunhosa, 9º ano

A Música

De madeira polida
E aplicações em ouro.
A bela guitarra

De cravos redondos
E cordas gastas.
A bela guitarra

De barriga aberta
E com forma de oito.
A bela guitarra

De braço firme
E trastes de aço.
A bela guitarra

De som límpido
E melodia suave.
A bela guitarra

Guitarra, a guitarra.
É a beleza em si!


Pablo Romero, 7º ano

O Rio

Rio,
Que molha a vida,
Corre frio,
Não é sombrio…

Não é sombrio,
Não é triste,
Corre como um fio,
Como um fio que resiste…

Resiste esse fio,
Resiste à maldade e à tristeza,
Tem coração cheio, não vazio,
Pertence à tua natureza…


Rosa Brava, 4º ano

Terra

Cortam,
Queimam,
Constroem…
A casa de todos nós
Está a desabar.
Cai uma lágrima…
E mais uma
Até crescer o mar.
O mundo definha,
Abalado pelo nosso descuido.
Já se preocupam
Os que sentem tamanho horror,
Os que partilham esta dor
De um mundo corroído
Que está a precisar de amor.


Sophia, 7º ano

Christophe

Na tua morte há tristeza,
A saudade faz revolta,
Não há mais para fazer,
Porque, tu não vais conseguir dizer,
Que a minha frustração,
Não tem de existir,
Pois não vou conseguir,
Superar esta carência,
Que eu estou a sentir;

O teu nome tão estranho é,
Como a tua morte esquisita,
A falta que tu vais fazer,
Neste ciclo de continuidade,
Que sem ti não tem sentido,
As tuas brincadeiras palermas,
Que nunca mais vou ver,
Vou sentir falta de tanto querer;

Como uma folha,
Foste levado pelo vento,
Sais-te da minha vida sem te despedires,
De forma triste e horrível,
Este sentimento terrível,
Que faz sentir saudade,
De alguém feliz e contente,
Que com a sua morte, os outros fez sofrer,
Mas, eu continuo a sobreviver,
Sem saber o que fazer…

A achar que tudo isto é um sonho,
Que em breve vai acabar,
E que eu vou acordar,
E a meu lado te encontrar,
Para te poder abraçar,
Pela última vez,
E deixar-te voar,
Para onde quiseres ir,
E pergunto? …
Se não me levas contigo,
Para eu esvoaçar,
No imenso azul do céu,
Onde sei que te escondes de mim,
E, eu te posso encontrar,
Sempre que para aí olhar.


Allambra, 7º ano